quarta-feira, 16 de maio de 2012

FORA DE ÉPOCA


Em uma matéria escrita na revista Veja ed. 1881 de 24/11/2004, Stephen Kanitz, administrador por Harvard, nos leva a refletir sobre escolha de profissão dos jovens e de que eles , segundo sua experiência em consultoria, só querem fazer o que gostam. Após ler essa matéria, imediatamente lembrei-me dos jovens que se reúnem na Praça da Espanha para “comemorar” o”Reveillion fora de época” e agora o “Carnaval fora de época “ marcado para o dia 26 de maio. Pois é, não bastasse o “Revellion” agora esses jovens querem comemorar o “Carnaval fora de época”. Analisando o comportamento e os acontecimentos  na Praça da Espanha, pergunto: quem são realmente os fora de época?
     Serão os que se preocupam com o meio ambiente ou os que pisoteiam as plantas e flores da Praça?
     Serão os que se indignam com o barulho produzido pela “balada” ou por aqueles que deixam  isso acontecer?
     Serão as pessoas que se encontram em tratamento nos hospitais próximos ou aqueles que acham que por ali  tudo pode?
     Serão os profissionais que tem que limpar o lixo deixado após a festa ou aqueles que o jogaram no chão?
      Serão as pessoas preocupadas em preservar os espaços públicos ou aqueles que acham que podem destruí-lo?
      Prezados leitores, esperamos que o bom senso das autoridades competentes prevaleça e que se descubra quem “organiza” pela internet tais eventos, pois fora de época é agir de forma  a perder  o bom senso e não respeitar o espaço dos outros.

Andréa Regina Portela dos Santos
Geógrafa, professora e presidente da
AMA BIGORRILHO

IMAGENS DA PRAÇA ESPANHA - RÉVEILLON FORA DE ÉPOCA
 

quarta-feira, 7 de março de 2012

SOHO e CHAMPAGNAT, QUEM FICA COM O MICO?

        Uma das bandeiras da AMA BIGORRILHO é a utilização do nome oficial de nosso bairro. Também somos contra o “colonialismo cultural”, ou seja, a subserviência e idolatria que alguns têm para com a cultura alheia, somada a uma injustificável vergonha das coisas de nosso país.
Não se trata de xenofobia, afinal a grande maioria que ajudou a transformar Curitiba de vila a metrópole, eram imigrantes, inclusive nós.
Já escrevemos vários artigos justificando o porquê dessa posição muitas vezes intransigente. Neste artigo, voltamos a comentar o assunto. Por trás de uma aparente implicância sem justificativa, está um motivo muito importante: se não temos orgulho de nosso país, se nossa auto-estima como brasileiros está em baixa, é porque nossas atitudes são de desprezo para com nossas coisas, nossa cultura e nossa história. E isso começa pelo bairro que moramos.
Em agosto de 2011 o Primeiro Ministro Australiano Kevin Rudd, impactou o mundo com um discurso que tinha por objetivo “dar um recado” aos imigrantes. Os mesmos estavam revoltados com a contra-espionagem australiana, que passou a monitorar mesquitas no sentido de precaver-se de eventuais ações de terroristas.
Desse discurso destacamos dois parágrafos, onde Kevin Rudd disse:
Falamos principalmente o inglês, não árabe, espanhol, libanês, chinês, japonês, russo ou qualquer outro idioma. Então, se você desejar se tornar parte de nossa sociedade aprenda o nosso idioma!
E finalizou seu discurso assim:
Este é nosso país, nossa terra, e nosso estilo de vida e nós lhe permitiremos toda oportunidade para desfrutar tudo isso. Mas caso você prefira reclamar, lamentar e se queixar sobre nossa Bandeira, nosso penhor, nossas convicções cristãs ou nosso modo de vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de outra grande liberdade do australiano: O DIREITO DE IR EMBORA.
Se então você não está contente aqui PARTA. Não o forçamos a vir aqui. Você é que pediu para estar aqui. Assim aceite o país que TE aceitou.
Outra citação que merece ser lembrada é a de John F. Kennedy: Não pergunte o que o país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo teu país.
Essas citações que pautamos servem para nos levar à reflexão. Não queremos aqui despertar o fanatismo patriótico. Queremos mostrar que os países de primeiro mundo são assim considerados porque VALORIZAM o que é seu, e tem ORGULHO do que são.
E o que nós fazemos? Debochamos de nós mesmos. Pirateamos nomes estrangeiros. Homenageamos cidades e regiões que não nos pertencem, dando nome a edifícios e logradouros, como se isso fosse nos transformar, como mágica, num país de primeiro mundo. Ao contrário. Isso vai mostrar a nossa ignorância sobre nós mesmos, sobre nossa história e nossa cultura.
Exemplo disso é o tal SoHo Batel, que tem a pretensão de nominar uma região fronteiriça do Batel com o Bigorrilho, nas proximidades da Praça Espanha. Não sabemos a origem dessa idéia maluca, mas com certeza foi de alguém que esteve em Nova Iorque e ficou deslumbrado com o SoHo de lá, embora haja um bairro em Londres com o mesmo nome.
Antes de piratear a denominação seria prudente pesquisar para saber que  SoHo é um bairro de Lower Manhattan , Nova Iorque , notável por ser o local de muitos artistas,  lofts e galerias de arte, e também, mais recentemente, para a grande variedade de lojas e estabelecimentos comerciais que vão desde boutiques da moda até lojas de luxo nacional e cadeias de lojas internacionais. A história da região é um exemplo arquetípico de regeneração do centro da cidade abrangendo o desenvolvimento sócio-econômico, cultural, político e arquitetônico.
A maior parte do SoHo está incluído no SoHo-Cast Iron Historic District, o qual foi demarcado pela comissão da cidade de Nova Iorque denominada Landmarks Preservation que atuou de 1973 até 2010. A área foi listada na Registro Nacional de Lugares Históricos e declarado Patrimônio Histórico Nacional em 1978. É composto por 26 blocos e cerca de 500 edifícios, muitos deles incorporando ferro fundido aos elementos arquitetônicos. 
Agora vem a parte mais importante: O nome SoHo refere-se à área localizada ao “Sul (south) de Houston Street”. Esta convenção de nomes tornou-se um modelo para os nomes dos bairros novos e emergentes em Nova York, como por exemplo NoHo , pois fica "ao Norte de Houston Street", TriBeCa ("TRIangle BElow CAnal Street" traduzindo, Triângulo abaixo Canal Street), Nolita ("Norte de Little Italy"), NoMad (Norte do Madison Square"), e DUMBO ("Distrito sob o viaduto da ponte Manhattan).
Alguém pode lembrar que em Buenos Aires há o bairro Palermo, e uma pequena parte dele recebeu o apelido de Palermo SoHo. Lá também há uma área chamada de Palermo Hollywood. Isso não explica nem justifica de querer  impor por aqui o tal Batel Soho.
Se quisessem adotar a idéia de simplificar o nome da região, adotando as primeiras sílabas como fizeram em Nova Iorque, até seria bacana. Eu disse copiar a idéia, não a designação, e utilizando as designações locais. Como aqui não se faz referencia a locais da cidade utilizando-se os pontos cardeais, (ao Norte do batel, por exemplo) poder-se-ia adaptar a idéia para o nosso uso comum. Por exemplo: ReBiBa seria a forma reduzida de Região entre o Bigorrilho e o Batel. A criatividade e imaginação fica livre para outras opções. Mas SoHo, é intolerável.
Fico a imaginar qual será o sentimento do futuro morador de certo edifício em construção, apressadamente batizado de Jardins SoHo, que localiza-se no Bigorrilho, não no Batel e tampouco ao Sul da Houston Street.
Ah, em tempo: Construtoras, parem com essa bobagem de chamar nosso bairro de Champagnat. Tenham a decência de olhar o mapa da cidade e as placas com os nomes de nossas ruas. Lá está escrito: Bigorrilho. Ou será que teremos que adotar o discurso do Primeiro Ministro australiano?
Batel SoHo e Champagnat. Coisas estranhas a nossa história e nossa identidade. Quem vai continuar pagando esse mico?
Paulo Luiz Haag
Contabilista, Economista, Pós graduado em Administração Financeira e Engenharia Econômica
Diretor Tesoureiro da AMA Bigorrilho.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AMA BIGORRILHO ONTEM E HOJE

A AMA BIGORRILHO também no passado prestou relevantes serviços ao Bairro.
É o que dizia a matéria publicada no Jornal "O Passarinho" de setembro de 1979.
Como curiosidade digitalizamos a página do citado jornal, que pode ser vista abaixo.
Para ler melhor, basta clicar sobre a mesma que se expandirá.
Leia mais sobre isso e outras matérias interessantes, na edição do Jornal da AMA BIGORRILHO disponível também digitalizada neste blog.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jornal da AMA BIGORRILHO recebe Menção Honrosa

No último dia 29 de junho de 2011, no Plenarinho da Assembléia Legislativa o Jornal AMA BIGORRILHO foi homengeado com Menção Honrosa, pela qualidade e seriedade do veículo de comunicação de nossa associação.
A honraria foi oferecida pela UMULIC - União de Mulheres Líderes Comunitárias de Curitiba, que tem como presidente a Sra. Maria da Paz Sena Basso, por ocasião da passagem do 3º aniversário de fundação daquela entidade.
A sessão foi iniciada pelo presidente daquela casa, o Deputado Valdir Rossoni.
Na ocasião foi destacado o importante papel cultural que o Jornal AMA BIGORRILHO trouxe para nossa cidade, no sentido de resgatar e divulgar a história de nosso bairro e regiões próximas.
A qualidade das matérias do jornal também foi objeto de elogios. Muitos outros jornais de bairro estão copiando os bons exemplos iniciados pelo jornal da AMA BIGORRILHO elevando o nível de suas matérias e procurando divulgar a história de suas regiões, o que só vem a beneficiar a cidade e sua história como um todo. 
A homenagem recebida foi motivo de muito orgulho para todos da AMA BIGORRILHO e também  moradores e associados, pois projeta positivamente o nome de nosso bairro e de nossa associação.
Antonio Edson Figueiredo dos Santos, Conselheiro da AMA, comunicador e publicitário, que também contribui no jornal, esteve presente na solenidade e comentou: "Essa homenagem é um justo reconhecimento a todos que produzem nosso jornal. Um jornal feito com muito cuidado e dedicação".
A presidente da AMA BIGORRILHO, Andréa Regina Portela dos Santos, comentou que a homenagem deve ser estendida a todos que contribuem para a edição do jornal, desde os nossos parceiros anunciantes, colunistas, diagramadores, redatores até aos nossos colaboradores que auxiliam na distribuição do jornal. Estamos todos de parabéns! Finaliza a nossa presidente.